Dalva Agne Lynch (Sarah)

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Poema para os olhos da amiga Dalva

mdagraça ferraz
gracias a la vida
 

 
É tão grande teu olhar!
Tão misterioso. Tão profundo.
Téns um olhar que se desmancha
e passa distante de tudo deste mundo
 
O que teus olhos olham, eu te pergunto
Teu olhar é viagem. Sobrevoa.
Navega. Circunda.
Nada fixa. Nada pega.
E se eu não correr atrás dele,
perco-o de vista e torno-me cega.
Teu olhar é tão invisível e tão irreal
que só vi outro igual
no rosto de MARIA
postos ao alto
filho no braços.
 
Para onde teus olhos olham? Diga-me
Resolva de vez o mistério
que tanto me intriga...
Tristes e bondosos
Pacientes e silenciosos
são teus olhos
E mesmo quando secos, choram!
Parecem sempre estar envoltos
em névoa- este véu de água
a cobrir com delicadeza teu rosto
Eles tém a cor da areia
Dos grânulos. Das coisas finas
que se levantam do chão
com grande facilidade
para  preencher os vãos da cidade.
 
Será que teus olhos apenas olham?
Quando te recordo
vejo apenas teus olhos
ou tua face lisa encerada
como se tu estivesses com olhos cerrados
Porque toda tua força
está neste teu olhar SEM OLHAR
Tão soberanos e auto-suficientes
Nada absorvem. Refletem . Devolvem
todas as imagens
com leveza e com coragem
Intensos . Monossilábicos.
Dispensam todas as palavras
em seu claustro
 
Teu olhar possui a profundeza
do abismo
e nos ensina a voar
Ele possui a altura
do cimo
e nos aponta uma bússola
 
O que são estes teus olhos?
Teu olhar é como várias portas
que se abrem
ao mesmo tempo
à nossa frente e às nossas costas
Uma serpente que ondula
em várias voltas
Uma escada em caracol
sem corrimão
Algo que se dissolve
pela imensidão do sonho

 
Dra. Maria da Graça Ferraz e Gracias Ferraz
Enviado por Dalva Agne Lynch em 03/03/2017
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