Dalva Agne Lynch (Sarah)

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Divina Comédia: Inferno
(Soneto alexandrino - 5 sílabas+5 sílabas, quatro estrofes, duas de quatro versos, duas de três)
 
©Sarah D.A. Lynch
 
 
E por que de amor tanto assim se pena
Quando a ribalta enfim se desvanece
E o aplauso da plateia se emudece
E se fecha o pano ao fim da  cena?

Depois de tudo só nos resta o saber
Que o pranto segue a cada beijo louco
E que viver intenso sonho é pouco
E as Nornes se nos cobram o prazer!

E todo abraço, toda expressão pura
E todo verso cantado com ternura
Apagam-se em dor e amargura!

Ah, estultícia, amante condenado!
Melhor seria nunca ter nascido
Que colher dores por se ter amado!



Ilustração de Gustave Doré, "Divina Comédia - Inferno"  - Virgílio e Dante observam as almas condenadas pelo pecado da luxúria sendo carregadas pelo vento. No primeiro plano, Paolo e Francesca  - Canto V




 
Dalva Agne Lynch
Enviado por Dalva Agne Lynch em 31/08/2016
Alterado em 29/11/2016
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